Mundo de Nàrnia.

Mundo de Nàrnia.
Mundo de Nárnia

quarta-feira, 20 de março de 2013

As cigarras


Todo o cantar das cigarras
Lembra a minha infância
Há uma poesia neste cantar
Mais que o simples tritrilar.

Tem gosto de 5 horas da tarde,
Indo pra casa, atravessando o parque.
Ouvindo  cantar de cigarras, tão forte...
O sol indo embora e as cigarras cantando.

Infância de sonhos e aventuras
Trancada nos livros que li
Tão impossível de viver,
O cantar das cigarras partilham.

Voa junto, cigarrinha.
Voa junto dos sonhos
Os sonhos não vividos
Da minha impossível infância.

Fátima Braga, 20 de março de 2013.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Gardênia.


    A experiência de assistir Gardênia é como colher flores no campo: mágica e irresistível. A peça do grupo El Outro conta a história de um amor, que só se concretiza na velhice. Há certas cenas que encantam, como a passagem das cartas pelo público, as cartas que ela manda pra ele e que ele responde. A iluminação é auxiliar no texto narrado servindo como chave que abre e fecha cenas, bem como as cortininhas que são movidas pelos atores, marcando passagens da história.
    Como toda experiência mágica, não prescinde de seus símbolos como a vitrola e os discos de vinil, marcos do tempo em que se passa a trama, controlados pelos atores.
     A melhor tônica é o trabalho dos atores, sensível, delicado, pulsante, interpretação de brilho nos olhos, que acende no público a vontade de “ver mais um pouquinho”. Gardênia tem cheiro de flores, palpitante de vida e emoção. Como o beijo final dos atores, nos olhos cheios de lágrimas. Afinal, na história de Gabriel Garcia Marques, foi um amor que durou toda a vida. Fermina Daza e Fiorentino Ariza são personagens para sempre, desses que embalam e incentivam a nossa vida. E que Cibele Jàcome e Luiz Mármora tão bem conduzem ao longo da encenação.
   Quando eles voltarem a cartaz, indico este espetáculo ao público. Quem ainda não viu, vai se encantar com essa história vista por um público reduzido de 90 pessoas apenas, no Teatro Hermilo Borba Filho, no Recife.E a lotação foi esgotada nesta sessão.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Monólogo de D. Senhorinha.

Monólogo de D. Senhorinha. No Sarau das artes, dentro do Janeiro de Grandes Espetáculos. Janeiro de 2013.

Minhas aventuras em Nárnia



     Nárnia é um belo pais. Há um rio chamado Veloz que tem as águas límpidas e puras, formando lindas cachoeiras.Eu estive lá na época de Ouro, época do reinado dos quatro reis de Nárnia, o Grande Rei Pedro, a rainha Suzana, o rei Edmundo e a rainha Lúcia. Então, no gramado da dança, tinha a dança dos faunos e das dríades. Era lindo de ver. Era como um sonho, o meu sonho. Nele, eu conversava com os centauros sobre as constelações Tarva e Alambil, que juntas significavam paz e concórdia, bons acontecimentos para a terra de Nárnia. O centauro me explicava o significado de outras constelações, mas agora eu já esqueci. Ele me explicava com uma sabedoria profunda, vinda de outros tempos.
    Em Nárnia, os animais falam.Tem um esquilinho superengraçado que é bem nervosinho.Tem anões, gigantes. Mais que tudo, há Aslan, o leão, que é o criador de tudo. Aslan já deu sua vida por Nárnia. Lúcia e Suzana, as duas rainhas, viram tudo. Mas hoje em dia isso é fato passado.
     O que eu mais gostei de Nárnia foram os rios e as florestas e o mar, a natureza de lá. Bati um papo com uma sereia, que me mostrou os castelos do mar, onde ela vive com o Rei Netuno e os tritões. Pois tudo lá é lindo. Eu não consigo descrever as sensações que me acudiram quando estive lá. Estão cheias de  coisas doces, salgadas, suaves, sonoras como o cantar dos passarinhos, sensações ásperas, gentis, meigas ou agitadas. Mas de uma agitação boa, que traz paz no coração da gente. Lá era meu pais do coração, falando doces linguagens, que todo mundo entendia. Minha terra de sonho, falando a língua do amor fraterno, da solidariedade, do bem-querer. Quero mais um dia, só mais um dia lá. Para viver meu paraíso, nessa terra linda, feita de sonhos. Meu sonho de Nárnia.
Fátima Braga, 23 de janeiro de 2013.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

É o fim do mundo.


Acreditar em  não perecer.
Seguir em frente devagar.
Crer na Terra e nas bolinhas.
Bolinhas que mostram os níveis
De compreensão e de atitude.
Vão do 1 ao 10

É o mundo se recriando
Graças às bolinhas.
E a Deus que criou em sonho
Tais bolinhas
Como cartas do Tarô
Elas apresentam os níveis.
E caem e encaixam
O teatro das bolinhas
Descobertas pela ciência
DNA? Será?
O sonho prossegue, mas acabou

Fátima Braga,11 de dezembro de 2012.



Feliz ano novo.

Ano novo, tempo de repensar. Ou apenas seguir adiante, procurando coisas novas em nossa vida. A busca de um melhor emprego, dieta, ou apenas a busca de um sonho distante, uma viagem talvez. Tempo de buscar novos sonhos, novas realizações.Ou limpar velhas coisas e lhes devolver o antigo brilho.Como a água que passa, limpando tudo.Levando tudo o que ficou atulhado, preso, esmigalhado. Renovando o ambiente  e dando um ar de novo em tudo.
     Desejo tudo de bom neste ano novo.Novas conquistas, novas realizações, muita luz, muita saúde, muita paz. Que o Menino Jesus ilumine nossos corações com bondade e muito amor. Estes são os meu votos.


sábado, 24 de novembro de 2012

Festival Recife do Teatro Nacional.

Mais uma vez, com muita dignidade, é apresentado o Festival Recife do Teatro Nacional, em sua 15º edição. O Festival não falhou um ano, apesar das dificuldades notórias.Mas está sendo cada vez menos divulgado. Apesar disso, tem sido um local de reunião da classe teatral, onde é possível ver e falar de teatro. Não é como certo jornalista disse uma vez; "É uma classe que não trepa nem sai de cima." Continua viva e com sangue pulsante, tendo suas realizações e com muito orgulho. Como o que tenho pelos meus 17 anos de carreira. Já vi muita realizações e quero ver mais.